"Seja como a abelha, presa na armadilha das pétalas do
lótus que se fecham. O Senhor de Mira é o galante Shiva. Ela diz:
Ofereça sua mente a esses pés de lótus. Como o lótus vive na água,
eu vivo em ti. Como o pássaro que contempla a noite inteira a lua que
passa, eu me perdi, morando em ti..." (Poema escrito por Bhakta indiana Mirabai)
Este pó foram damas, cavalheiros, Rapazes e meninas; Foi riso, foi espírito e suspiro, Vestidos, tranças finas. Este lugar foram jardins que abelhas E flores alegraram. Findo o verão, findava o seu destino... E como estes, passaram. Emily Dickinson (Antologia da Poesia Americana, Ediouro, 1992 - RJ, Brasil. Tradução de Manuel Bandeira)
Polvilha de oiro e de prata O campo, o bosque, o vergel; Aos seus lábios de escarlata Vai buscar a abelha o mel. Guerra Junqueiro
De vastos campos de excelência de palmares, Lindas e florida de cores das lindas das cores de uma primavera,.. Aprendereis entre as abelhas livres e soltas O sugar do doce néctar para produção do doce mel,.. Aprenderei entre as abelhas o beijo da flor,.. Ao beijar aos lábios como flor doce,.. Entregar ao mel aos lábios deleitados feito o véu,. A abelha e fonte de vida Como vida exala amor a flor,.. Mensageira do amor,.. Do dar e receber! Da necessidade de um êxtase De ambas da abelha e a flor,.. O néctar e o beijo doce,.. Onde plantas o amor.
Autor:Ed.Cruz
terça-feira, 4 de junho de 2013
Sob o caramanchão de glicínia lilás As abelhas e eu Tontas de perfume
Lá no alto as abelhas Doiradas e pequenas Não se ocupavam de mim Iam de flor em flor E cá em baixo eu Sentada no banco de azulejos Entre penumbra e luz Flor e perfume Tão ávida como as abelhas. Sophia de Mello Breyner Andresen
sexta-feira, 22 de março de 2013
Gotas de luz e perfume,
Leves, tênues, delicadas,
Acesas no doce lume
De purpúreas alvoradas. Pingos de ouro cristalinos
Alados na esfera, ondeando,
Dispersos por entre os hinos,
Da natureza vibrando. Sorrisos aéreos, soltos,
Flavas asas radiantes,
Que levam consigo envoltos
Da aurora os sóis fecundantes. Da aurora que a primavera
Faz cantar, brota no peito
E floresce em folhas de hera
O coração satisfeito. Essa aurora produtiva
Do amor soberano e eterno,
Que é nas almas força viva
E nas abelhas falerno. Nas doudejantes abelhas
Que dentre flores volitam
E do sol entre as centelhas
Resplendem, fulgem, palpitam. Zumbem, fervem nas colméias
E rumorejam no enxame
Pelas flóridas aléias
Onde um prado se derrame. Assim mesmo pequeninas
E quase invisíveis, quase,
Com as suas asitas finas,
De etérea de fluida gaze. Ah! quanto são adoráveis
Os favos que elas fabricam!
Com que graças inefáveis
Se geram, se multiplicam. Nos afãs industriosos
Que enlevo, que encanto vê-las
Com seus corpos luminosos
D'iriante brilho d'estrelas. E nas ondas murmurosas
Dos peregrinos adejos
Vão dar ao lábio das rosas
O mel doirado dos beijos.
Sempre que o Sol Pinta de anil Todo o céu O girassol Fica um gentil Carrossel. O girassol é o carrossel das abelhas. Pretas e vermelhas Ali ficam elas Brincando, fedelhas Nas pétalas amarelas. - Vamos brincar de carrossel, pessoal? - "Roda, roda, carrossel Roda, roda, rodador Vai rodando, dando mel Vai rodando, dando flor." - Marimbondo não pode ir que é bicho mau! - Besouro é muito pesado! - Borboleta tem que fingir de borboleta na entrada! - Dona Cigarra fica tocando seu realejo! - "Roda, roda, carrossel Gira, gira, girassol Redondinho como o céu Marelinho como o Sol." E o girassol vai girando dia afora... O girassol é o carrossel das abelhas.
Quem disse à estrela o caminho Que ela há-de seguir no céu? A fabricar o seu ninho Como é que a ave aprendeu? Quem diz à planta «Florece!» E ao mudo verme que tece Sua mortalha de seda Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha Que no prado anda a zumbir Se à flor branca ou à vermelha O seu mel há-de ir pedir? Que eras tu meu ser, querida, Teus olhos a minha vida, Teu amor todo o meu bem... Ai!, não mo disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado, Como no céu gira a estrela, Como a todo o ente o seu fado Por instinto se revela, Eu no teu seio divino . Vim cumprir o meu destino... Vim, que em ti só sei viver, Só por ti posso morrer.
Almeida Garrett
Uma pergunta curiosa, Não me dirás, flor vermelha, porque é que Deus te fez Rosa e a mim não fez abelha...
Quando, em prônubo anseio, a abelha as asas solta E escala o espaço, - ardendo, êxul do corcho céreo, Louca, se precipita a sussurrante escolta Dos noivos zonzos, voando ao nupcial mistério.
Em breve, sucumbindo, o enxame arqueja, e volta... Mas o mais forte, um só, senhor do excelso império, Segue a esquiva, e, em zunzum zeloso de revolta, Entoa o epitalâmio e o cântico funéreo:
Toca-a, fecunda-a, e vence, e morre na vitória... A esposa, livre, ao sol, no alto do firmamento, Palra, e, rainha e mie, zumbe de orgulho e glória;
E, rodopiando, inerte, o suicida sublime, Entre as bênçãos da luz e os hosanas do vento, Rola, mártir feliz do delicioso crime. Olavo Bilac
A aaaaaaabelha mestra E aaaaaaas abelhinhas Estão toooooooodas prontinhas Pra iiiiiiir para a festa.
Num zune que zune Lá vão pro jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim.
Da rosa pro cravo Do cravo pra rosa Da rosa pro favo Volta pro cravo.
Venham ver como dão mel As abelhinhas do céu! Vinicius de Moraes
terça-feira, 12 de março de 2013
Quando comunga, a alma se impregna do bálsamo do amor, como a abelha do perfume das flores. São João Maria Vianney.
Letras são abelhas, palavras enxames, livros colméias... Leitores flores, autores apicultores...E a literatura uma infinita fábrica de mel. M. M. Soriano
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
As abelhas e as vespas sugam as mesmas flores, mas não sabem encontrar nelas o mesmo mel. Provérbio Chinês
abelha na flor a brisa nas árvores eu com teu sabor. Carlos Seabra
A abelha tristonha, fauna e flora devastadas, produz mel amargo. Leila Míccolis
Não é merecedor do favo de mel aquele que evita a colméia porque as abelhas têm ferrões. William Shakespeare
O que não for bom para a colmeia também não é bom para a abelha. Barão de Montesquieu
O verão é da cigarra, o inverno da formiga, a primavera da abelha e o outono do besouro... Mas os donos da noite só podem ser os vagalumes. Marcelo Soriano
Me perguntaram pra quem é que eu escrevo Não respondi porque guardar segredo eu devo Só digo que ela é o meu maior enlevo Guardada a sete chaves em um cofre Um doce amor que enlouquece e me consome Tenho por ela um sentimento de amor enorme Hoje eu só vivo em função desse nome Porque só por ela é que o meu coração sofre.
Ela é o designio do destinho imperador Tem a sutileza da petala sedosa de uma flor E é como o sol que tem brilho e calor É uma princesa disfarçada de estrela O meu coração vive fora do compasso Embriagado pelo calor do seu abraço Está inserida em cada verso que eu faço Porque só atraves da poesia eu posso ve-la.
Os labios dela supera a doçura do mel É mais valiosa que ouro de um troféu Na presença dela eu faço uma idéia do céu É uma estrela,uma flor,uma princesa uma fada É a musa mais meiga que todo poeta quer Ela é tudo isso e bem mais que tudo que eu disser E de todo universo ela é a mais linda mulher Por ela minha alma confessa mais mais apaixonada.
Pedro Nogueira
Nomearás a abelha. Do mel só conheces o perfume, a pálida rosa dos favos em botão. O gesto suspenso à espera da mão esquiva que o sustente. Albano Martins