A abelha sempre foi símbolo da realeza. No Antigo Egito dizia-se que esse inseto havia sido gerado a partir das lágrimas de Rá, o deus-sol egípcio. Esta intrigante cultura também embalsamava seus mortos com este fluido universal. Os sumérios, considerados como a primeira civilização, foram os que pela primeira vez desenharam a abelha e sua dança como algo sagrado.
A abelha que, voando, freme sobre A colorida flor, e pousa, quase Sem diferença dela À vista que não olha, Não mudou desde Cecrops. Só quem vive Uma vida com ser que se conhece Envelhece, distinto Da espécie de que vive.
Ela é a mesma que outra que não ela.
Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! — Mortalmente compramos Ter mais vida que a vida. Fernando Pessoa
O único alimento que não se degenera. Néctar dos deuses que, conforme a mitologia, nutriu Zeus quando bebê . Dr. Hipócrates, aquele que até hoje os médicos fazem o juramento ao se tornarem doutores, na Grécia de 500 anos antes de Cristo, costumava prescrever mel para dar energia aos atletas e também para acalmar a ansiedade dos noivos antes do casamento, o que originou a expressão “Lua-de-Mel”.
A 350 a.C. o desenho da abelha foi consagrado como símbolo do Rei. Uma imaginação de um Rei da comunidade das abelhas (na verdade a Rainha). O vestígio que comprova a criação das abelhas está no templo da 5º era dos Faraós (2.500 a.C.). Utilizavam como colméia uma cesta. Também há registro de colméia feita de barro e utilizavam fumaça (queimando esterco de boi), espantando as abelhas para a coleta do mel. Há registro de que a coleta de mel nas margens do rio Nilo, utilizando jangada para subir e descer o rio, continuou até o final do século XVIII.
domingo, 16 de setembro de 2012
Devagar, devagar... A noite dorme e é preciso acordar sem sobressalto. Sob um manto de sombra, denso, informe, o mar adormeceu a sonhar alto.
Devagar, devagar... O rio dorme sobre um leito de areias e basalto... Malhada pela neve a serra enorme parece um tigre a preparar o salto.
E dorme o vale em flor. Dormem as casas. Nenhum rumor. Nenhum frémito de asas. Nada perturba a noite bela e calma.
E dormem os rosais, dormem os cravos... Dormem abelhas sobre o mel dos favos e dorme, na minha alma, a tua alma. Fernanda de Castro