Meu coração é um poço de mel, No centro de um jardim encantado, Alimentando beija-flores que, depois de prová-lo, Transformam-se magicamente em cavalos brancos alados Que voam para longe, em direção à estrela Veja. Levam junto quem me ama, me levam junto também. Cascata de champanha, Púrpura rosa do Cairo, Verso de Mário Quintana, Figo maduro, papel crepom, Cão uivando pra lua, varinha de incenso. Acesa, aceso Vasto, vivo: Meu coração É teu.
A abelha mestra e as abelhinhas Tão todas prontinhas Para ir para festa
Num zune-que-zune Lá vão para o Jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa para o cravo Do cravo para a rosa Da rosa para o cravo E de volta para a rosa
Venham ver como dão mel
As abelhas do céu.
A abelha ruim está sempre cansada Engorda a pancinha E não faz mais nada
Num zune-que-zune Lá vão para o Jardim Brincar com a cravina Valsar com o jasmim Da rosa para o cravo Do cravo para a rosa Da rosa para o cravo E de volta para a rosa
Clave de sol , sustenidos A canção começa suave uma semibreve se espreguiça mínimas e seminimas despertam de repente num crescendo animado um bando de colcheias se atropelam saltitantes, corajosas , retumbantes notas saltando nas cordas mão suave desliza, glissando como abelha cortejando a flor poderiam ser acordes de um piano, um sussurrar doce de flauta ou um violino sereno e amoroso floriste como por encanto, como num conto de fadas, como um buquê de miosótis Rodeado de abelhas e beija-flores.
- Faz de conta que sou abelha. - Eu serei a flor mais bela. - Faz de conta que sou cardo. - Eu serei somente orvalho. - Faz de conta que sou potro. - Eu serei sombra em Agosto. - Faz de conta que sou choupo. - Eu serei pássaro louco, pássaro voando e voando sobre ti vezes sem conta. - Faz de conta, faz de conta.